Se você trabalha em banco sabe bem: a rotina não é fácil. Metas cada vez mais altas, pressão para vender produtos que muitas vezes o cliente nem precisa, ligações de cobrança, reuniões de resultados… e, no fim do dia, a sensação de que nunca é o bastante.
Esse tipo de ambiente tem levado muitos colegas a adoecerem.
Não de gripe, dor na coluna ou outra doença física, mas da mente e do coração.
Estamos falando da Síndrome de Burnout, o esgotamento total causado pelo trabalho.
Como o Burnout aparece no dia a dia do bancário?
Um exemplo real: o caso de Jessica Reis, ex-Nubank
O que parece “exagero” ganha ainda mais força quando vemos casos concretos.
Foi o que aconteceu com Jessica Reis, que trabalhou quase quatro anos no Nubank e decidiu compartilhar sua história no LinkedIn.
No início, ela conta que vestir a “armadura roxa” era motivo de orgulho. Mas com o tempo, o que era desafiador se tornou insustentável.
Jessica relatou metas inalcançáveis, plantões em feriados e domingos, ausência de descanso e noites sem sono. Apesar dos benefícios corporativos, como convênio médico e vale-refeição, nada compensava a perda de saúde física e mental.
Ao pedir demissão, ela escreveu uma reflexão que tocou milhares de pessoas:
“Quanto vale sua saúde física e mental? Se a resposta for ‘menos do que o seu trabalho’, talvez esteja na hora de rever suas cores.”
O caso de Jessica não é isolado. É o retrato de uma realidade vivida por milhares de bancários em diferentes instituições.
Por que os bancários sofrem tanto?
E os direitos do bancário doente?
O que fazer se você está vivendo isso?
Você não está sozinho
A Síndrome de Burnout não é fraqueza, nem falta de força de vontade. É o resultado de um ambiente de trabalho que ultrapassa os limites do ser humano.
Nenhuma meta pode valer a sua saúde ou a sua paz de espírito.
Se você se reconhece nos sintomas, dê o primeiro passo: cuide de si, procure ajuda médica e converse com pessoas de confiança.
Lembre-se de que sua vida e sua dignidade estão acima de qualquer número no relatório do banco.
Porque, no fim, trabalho nenhum vale mais do que a sua saúde mental e a sua vida.
Dr. Valdenir Vanderlei
OAB/RJ 141.527




